Boas Vindas

Caros colegas de pósgraduação e leitores em geral interessados em educação, sejam bem-vindos a este blog. Nosso objetivo é construir um espaço de reflexão sobre o espaço e uso das novas tecnologias na prática pedagógica.

sábado, 14 de agosto de 2010

EDUCAÇÃO NEM TÃO CONTEMPORÂNEA

A educação que queremos construir para este século passa pela inclusão de novas práticas e formas de ensinar, novas ferramentas e idéias também novas. É uma educação voltada para a formação de um indivíduo capaz de exercer plenamente seus direitos e deveres na sociedade, ocupando seu espaço no mercado de trabalho e na vida em comunidade. Mas já não é este o papel da escola desde a invenção da máquina a vapor?

A resposta deve ser afirmativa, mas também é certo que a escola não surgiu como um direito de todos, até porque não se necessitava de tanta mão-de-obra qualificada e não havia ainda o interesse que todo o povo fosse realmente cidadão. E este papel da escola servir como meio para a qualificação da mão de obra para a indústria e o comércio vem sendo cultivado até os dias atuais e devemos questionar também se ainda não há um ideário subjetivo que deseja que muitos indivíduos não alcancem a cidadania plena. Diante do exposto, podemos questionar também como transformar nossa prática educativa de forma que seja de fato inclusiva, e não mais um elemento de exclusão social.

Diante deste questionamento a resposta deve estar nas mudanças no jeito de se fazer e pensar educação. A introdução das mídias educacionais é uma dessas mudanças e ela já vem acontecendo paulatinamente, embora de forma bastante tímida, pois seu uso tem sido feito sem mudanças na prática de ensino, sendo utilizada na maioria das vezes desvinculadas das aulas e dos conteúdos e até mesmo como aulas tapa buracos. Alterações no currículo e a implantação de escolas em período integral também se apresentam como alternativas para a formação do indivíduo em todas as suas potencialidades, tirando-o do papel de peça de uma grande máquina capitalista para o papel de cidadão, capaz de perceber e escolher seu próprio caminho e de exercer seus direitos e deveres.

Assim, caminhos para as mudanças surgem em várias direções e nós temos que saber quais serão os mais viáveis. Mas esta reflexão é assunto para uma próxima postagem.